segunda-feira, 13 de março de 2017

SLOW LIFE

Em janeiro nos mudamos pra Piracaia. Uma das razões é estar num lugar com menos pessoas, mais perto da natureza, longe da energia das cidades que dão a sensação de que o tempo voa e as coisas boas da vida se perdem nos afazeres sem fim, no trânsito, nas filas, nos inúmeros compromissos, na agitação do dia a dia.

Demoramos um mês para desencaixotar. Minha ansiedade me pressionando, como se precisasse tirar tudo das caixas, guardar nos devidos lugares, deixar arrumado, organizado para, então (e finalmente), a vida começar.

Mas a vida é cada momento. É também desencaixotar. É também ter coisas em caixas a serem desfeitas quando for possível.

Só que pra mim, não. Estou sempre anotando minhas pendências, olhando as coisas por fazer, angustiada com o que falta, planejando o dia, a semana, o mês, o ano... ufa! Assim não tem lugar em que a tal “energia de cidade” não me pegue, porque essa energia está em mim!

Me dei conta disso numa terça feira, às 10h da manhã, quando terminávamos o café da manhã. Lamentei que já fosse “tão tarde” e Tiago me lembrou que nosso movimento não é só slow food, mas slow life! Pressa pra que? Correr pra que? Pra morte? Pro fim da vida? Pra se aposentar e, então, viver, curtir a família, estar com os bem amados? Ora, estamos fazendo isso agora, no auge da nossa “força produtiva”. Que benção! Que alegria poder terminar o café da manhã com os filhotes, em plena 3ª feira, às 10h da manhã!

A verdade é que estamos programados pra ser eficientes. Pra cumprir tarefas. Pra sermos produtivos. Notei que sequer me permito sentar na tão sonhada rede e descansar.

E não tem ninguém me cobrando, me julgando, me criticando, a não ser eu mesma, meu julgador interno que fica o tempo todo querendo mais, insatisfeito com o que já conseguimos, cego mesmo pras mudanças e conquistas feitas.


Mudar é um longo aprendizado. Não basta mudar de vida, de cidade, de ideias, de crenças. A mudança é interna, é um desconstruir-se diariamente. Ter consciência é apenas um dos passos nessa jornada.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Cidades

Os lugares que escolhemos para visitar, nessas duas longas viagens que fizemos, são em geral lugarejos, comunidades, pequenas vilas. 

Espaços onde ser humano e natureza estão integrados, ou mais integrados que nos centros urbanos. Onde nos conectamos com os ciclos da lua, convivemos bem de perto com muitos tipos de insetos, pisamos na terra, reformulamos nossos critérios de conforto, flexibilizamos nossas exigências de limpeza.

Nesses lugares as crianças brincam soltas, estão livres para se arriscar, para gastar toda sua energia, para desafiarem seus próprios limites, explorarem sua curiosidade. Elas estão também em ambientes mais harmônicos para os sentidos porque a natureza traz essa harmonia. Ouvir, ver, cheirar, degustar, tocar. Tudo é mais agradável, menos brusco ou invasivo, mais leve e agradável.

Mas durante nossa viagem muitas vezes pernoitamos em cidades ou paramos por alguns dias para visitar amigos ou parentes em centros urbanos. Ali os ruídos são intensos e intermitentes, a noite é clara, não escurece de verdade, os odores nem sempre são agradáveis, no mais das vezes há poluição visual, sonora e do ar.

É notável a diferença no humor das crianças e na intensidade e quantidade de conflitos entre nós e elas.

Passamos cinco dias na casa de uma amiga muito querida em Diamantina, entre nossa estada em Araçuaí e Lapinha da Serra. Seu marido estava fora mas contamos com a companhia de sua adorável filhota de quatro anos.

Estávamos exaustos depois de quase um mês na estrada e precisávamos de um tempo em casa. Essa família mora em uma casa com quintal, mas também com televisão e as crias acabaram ficando bastante tempo na frente da tela.

E quando iam brincar, hora ou outra os conflitos se tornavam insuportáveis para nós que estávamos justamente precisando de descanso e fugindo da intensa conexão que vivemos com elas nos dias anteriores.

Então, depois de dois dias enfurnados em casa, fomos para Curralinho, uma pequena vila perto de Diamantina, fofa que só, com uma represa linda! Foi um bálsamo! As crianças voltaram a brincar livres. 

Paradoxalmente, aquele baita espaço ao ar livre é ultra acolhedor. Elas ficam tranquilas, os conflitos se reduzem, as opções são infinitas.


Brincando na Represa de Curralinho

Miguel e Valentina explorando as pedras e desafios naturais

Ales e Valen indicando o caminho

Passeando por Curralinho

Com a igrejinha ao fundo

Em outro dia fomos para a vila do parque estadual de Biribiri e mais relaxamento, risadas, conexão, alegria, prazer em estar junto.

Vila do Biribiri: almoço delícia sob as árvores

Criançada solta

Relaxados


A natureza também tem efeitos sobre nós, claro, e podemos estar mais serenos pra estar com as crianças e lidar com nossos conflitos internos e externos.

Escrevo do Rio de Janeiro[1], grande centro urbano onde mora a querida irmã do Tiago. Estamos super bem acomodados em seu apartamento, numa charmosa rua de Laranjeiras e com uma praça bem em frente ao prédio, frequentada por crianças de manhã e no fim da tarde.

Mas nossos filhotes estão muito mais irritados. Os conflitos são constantes e intensos, entre eles e conosco. E todo o tempo pedem por filminhos ou pelo celular, e mais conflitos pra negar. Nós também estamos mais cansados, menos flexíveis, com menos paciência.

Mesmo quando saímos às ruas, os ânimos não se arrefecem. É tanto estímulo para o consumo supérfluo e para coisas que fazem mal à saúde. É tanto “não” e “não pode”. É tanta negociação, que fica tudo pesado e cansativo.

No fim do dia estamos todos exaustos, crianças e adultos, muito menos disponíveis para a empatia e o cuidado. Nos desrespeitamos mais, erramos mais, sentimos mais culpa.

Observar essa dinâmica e fazer a relação com a proximidade da cidade e a distância da natureza tem sido uma grande chave pra mim e pras buscas que temos empreendido, confirmando nossas escolhas.







[1] Esse texto foi escrito cerca de duas semanas antes de sua publicação.

domingo, 13 de novembro de 2016

Araçuaí

Chegamos em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, vindos de Aimorés. Foram dois dias de viagem, com pernoite em Teófilo Otoni.

Foi tão intenso tudo o que vivemos ali que me senti completamente inundada. Aí travei. Não sabia por onde começar a contar. Não queria um texto descritivo explicando os projetos. Não poderia fazer melhor do que o lindo material promocional do projeto já faz:

"É ali no encontro de cerrado, caatinga e Mata Atlântica, ali onde o rio Araçuaí encontra o Jequitinhonha, que uma constelação de pontos luminosos brilha e ilumina o Vale. Vai lá pra ver. Tem menino que ia ser grão de areia e está virando rocha, tem menina que era pra ser graveto e está virando árvore, tem mulher antes invisível que está se tornando referência. E homem que precisava ir pra longe, porque não tinha trabalho, mas agora pode ser pai, marido e cidadão no seu próprio lugar. Tem que ver pra crer. Ver a força do dizer 'cê pode', 'cê é capaz', transformando gente comum em ponto luminoso que, quando pertinho um do outro, pode trocar fazeres e sorrisos, abraços e saberes, quereres e poderes. Só assim se pode sonhar numa cidade para todos e para sempre.

Um dia, há dez anos, essa gente acreditou que podia. Disseram 'nós pode' e se uniram em nós. E nós, quando juntos e com um tiquinho de esperança, viram laço. Laço forte e bem atado. Nascia o projeto Araçuaí Sustentável que agora virou Arasempre, cujos nós permanecem enlaçados para construir o presente e o futuro." 
  

Resolvi então contar a partir da nossa interação com as pessoas, lugares e projetos:


Na 2a feira chegamos perto das 9h no projeto Ser Criança, que está há 18 anos em uma área cedida pelo Colégio Nazareh, instituição particular de ensino de Araçuaí.


Chegando no Colégio Nazareh
Fomos recebidos por crianças e educadores.

Nessa foto as educadoras Cléia e Jane. Ambas estão há anos no projeto. Cléia começou como menina no Ser Criança, participou do talentoso Coral Meninos de Araçuaí e foi ficando, com seu sorriso cativante, cativando novos meninos e meninas

Parte do grande salão onde a maioria das atividades acontecem

A imponência do colégio Nazareh mexeu com Miguel, afinal, estávamos diante de uma instituição.

Foi curioso ver o menino que chega em qualquer ambiente e vai logo se apresentando, puxando assunto, perguntando o nome das outras crianças, grudar na minha saia, ficar ali quietinho, juntinho de nós.

Espiando de longe o lanche da manhã


Crias grudadinhas no pai na hora da roda, acompanhados por nossa nova amiga Jennifer, que nos ciceroneou todos os dias.

Mal chegamos e as crianças já começaram um movimento de aproximação com todos nós: Jennifer, Jéssica, Luiz, Mariana, Rodrigo Jr., Tauane... 

Senti muita doçura nessas crianças, muita abertura, muito carinho com meus filhos e conosco.

Jéssica pediu-me pra tirar uma foto dela
Depois quis tirar uma minha

O que vibra ali é a pedagogia da roda. De manhã e à tarde a roda é a primeira atividade depois das refeições. Cantamos, dançamos, brincamos, conversamos. As questões e os conflitos aparecem ali. 

A roda é o mundo, é onde as coisas acontecem. E a roda se mantém em outros momentos e em todos os outros projetos da plataforma Arasempre, que vão surgindo graças à demanda dessa gente determinada e entusiasmada. 

As rodas em seus vários momentos:















Um pouco do movimento da roda num momento de música e brincadeira: 



No segundo dia, Miguel já correu na frente na hora da chegada, ansioso para entrar no projeto:

Miguel entrando no projeto Ser Criança

Soltou-se mais. Brincou com várias crianças, desinibiu-se nas refeições, e assim foi durante os dias em que brincamos por lá:

Solto na roda

No meio da roda com a irmã

Brincando com um amigo

Abraçado com Rodrigo Jr.

Numa roda de música

Brincando sob a árvore

Regando as plantas com os outros meninos


Enturmado na hora do almoço

brincando brincando e brincando

Jogando bola

Divertindo-se com Iuri, menino que virou mestre e continua menino

Já super enturmado na refeição

Brincando no salão


Lolo foi a atração de meninas e meninos:


Com as meninas

Entrando no som

Divertindo-se com Jennifer e Cléia

Espiando na sala

Enturmada na roda

Brincando com o papai

Empurrando banquinho

Com os meninos

No salão

Mas quem se divertiu mesmo foi Tiago:


Cercado na roda

Tocando instrumento

Recebendo tranças da Fátima na barba

Pulando amarelinha

Jogando dama

Papeando

Recebendo o carinho de Tainá

Brincando no salão

Mais dama

Lendo pra garotada

O projeto Ser Criança adotou uma rua há cerca de três anos. Ali plantaram árvores, fizeram hortas em alguns quintais, pintaram paredes com tintas de areia. Esses quintais acolhem as crianças. O que visitamos, na casa da Luísa, é referência de leitura:


Caminhando com Félix pela rua adotada. Na frente vai Ana Paula, coordenadora de brilho nos olhos e muita visão

Quintal maravilha

Iuri lendo pra galera

Horta em mandala

Papeando

Pensando na vida

A roda ao fundo

Paredes pintadas com tinta de areia: técnica local apropriada pela Dedo de Gente

Que lindas as músicas cantadas nas rodas do Ser Criança. São músicas da cultura popular, músicas populares brasileiras, músicas regionais. São músicas que mexem com agente. E quando interpretadas pelas meninas e meninos do Coral, tiram lágrimas. Pelo menos as minhas



No último dia recebemos presentes das crianças e educadoras. Eu recebi uma carta linda da Rose, uma garota mais linda ainda, de 11 anos, cujo talento me arrebatou ao vê-la se apresentar na roda com outras meninas do Coral.

Aliás, recebemos, como homenagem, uma apresentação preparada pelas meninas especialmente pra nossa família. Foi tudo muito especial e emocionante.

Observados por Eloá


O primeiro projeto do CPCD - Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, foi o Ser Criança. E ser criança é tão potente, que as crianças terminavam seu tempo no projeto querendo mais. 

Daí a surgirem as fabriquetas foi um passo... um atrás do outro: primeiro a Dedo de Gente, com as fabriquetas de marcenaria e serralheria. Móveis e utensílios lindos, tanto para a venda quanto para "consumo interno", para os outros projetos. Encontramos esculturas e móveis no Ser Criança, no Sítio Maravilha e por Araçuaí afora:


Chegando na Dedo de Gente onde fomos recebidos por Edilúcia que está no projeto quase desde o início.


Dedo de Gente

Esculturas em ferro

Meninos do projeto: cooperados e bolsistas
Estética da Dedo de Gente no Ser Criança

Móveis da Dedo de Gente no Sítio Maravilha

Fomos conhecer a galera da Fabriqueta de Cinema. Sua história dá orgulho de contar: 

Os meninos do Coral Meninos de Araçuaí ganharam 40 mil reais com a venda de seus CDs. Mobilizaram toda a comunidade para definir o que fazer com o dinheiro e entre os sonhos, o mais sonhado era de ter um cine teatro. O dinheiro deu só pro início do projeto, mas com parcerias hoje há um cinema com capacidade para 100 lugares e uma galera animada cuidando do lá.


Cine teatro Meninos de Araçuaí: único da região
É a fabriqueta de cinema que produz os vídeos contanto a história dos outros projetos e do que anda rolando por Araçuaí. Agora eles têm um programa na TV local todas as quartas feiras e andam dando o que falar!

Educadoras, cooperados e bolsistas: muitos vêm do Ser Criança, inclusive a Pel, que foi bolsista, cooperada e hoje é educadora


Depois veio a fabriqueta de software. Fomos conversar com uma turma antenada, que pratica a pedagogia da roda, que aprendeu e continua aprendendo na raça. 

Ali também estão os artistas gráficos que fazem o incrível material promocional dos projetos. Jovens entusiasmados, que valorizam a cultura local sem perder o foco do que tá rolando em nível global. Foi inspirador ver o que eles andam aprontando!



Galerinha do software: valorizando e alimentando os projetos do Arasempre

Dentro do Arasempre há muito de permacultura. Fomos conhecer o Sítio Maravilha que é referência de permacultura na região. O espaço vem sendo cultivado há cerca de 14 anos por seu Celso. Ali planta-se as verduras e legumes que sustentam a refeição semanal das 160 crianças do Ser Criança, seus educadores, além dos visitantes.

Chegando no Sítio Maravilha

Seu Celso nos contando sua história e a do Sítio: "Aqui todo dia tem aula. A escola é a vida."

Hortas em mandala da zona 1: alimento para as crianças do Ser Criança

O Rio Jequitinhonha fica ao fundo do sítio de 12 hectares e onde era areião agora é uma área cheia de árvores plantadas pelos participantes do projeto. Há pomares e bichos de criação. Não há nascente mas um pequeno braço do Jequitinhonha que está hoje protegido pela vegetação.


Miguel olhando um ninho de passarinho: muitos animais voltaram depois do cultivo da agrofloresta

Lolo na Zona 2: abacaxis e árvores frutíferas

Zona 4: antigo areião agora cheio de árvores, preservando um braço do Jequitinhonha

"selfie" com Rio Jequitinhonha ao fundo: limite do Sítio Maravilha

Há um banco de sementes para serem usadas e doadas à população, que depois devolve o que utilizou na próxima colheita.


Banco de semente com telhado verde

Sementes

Muitas e lindas sementes


Através dos projetos de permacultura várias comunidades rurais têm sido mobilizadas. O Sítio Maravilha está cultivando milhares de mudas para serem plantadas em 25 nascentes da chapada do Lagoão, junto com a comunidade e com as crianças do Ser Criança. Cerca de 10 mil mudas já foram plantadas e outras 15 mil serão em breve.


Estufa de mudas

Onde antes era aspereza hoje há um lago, árvores e espaço pra relaxar. Miguel mirando a zona 5, que aguarda novos projetos


Almoçamos no Sítio Maravilha

Bananas de sobremesa antes de partirrmos

Na área rural há outros Quintais Maravilha, com banheiro seco, horta, pomar, agrofloresta, criação. Um oásis na secura da região. Esses produtores vêm pra cidade vender seus produtos às 6as feiras. É a feira maravilha.

Chegando na feira maravilha

Fomos conhecer um desses quintais, o da Lourdes e do Antônio. A Regina, educadora do projeto, que nos levou e provamos de mais um poquim da hospitalidade mineira.

Chegando no quintal maravilha da Lourdes e do Antônio. Oásis cercado de secura.

Tudo verdinho: horta em mandala, parreira e agrofloresta no fundo

Uvas ainda verdes

Hospitalidade mineira e móveis da Dedo de Gente

Lourdes, Antônio e nós


Um dos frutos colhidos é que homens que antes saiam para cortar cana em São Paulo por longos períodos, hoje perceberam que o quintal maravilha, além de fonte de renda, permite que eles fiquem mais tempo com a família e em sua terra de origem.

Conhecemos a Flor e Cultura, de Joasina. Ali fomos recebidos por Bellah e ficamos sabendo do trabalho de Joá de resgate e valorização dos artistas e da história local. 

Esse resgate e valorização estão entre os objetivos dos projetos do Arasempre. 
Na Flor e Cultura


Visitamos a artista e ceramista Lira Marques, responsável também por difundir a tecnologia da tinta de areia para a galera dos projetos do Arasempre. 

Com sua simpatia nos contou sua história, de como se manteve conectada à sua essência artística vendo sua mãe trabalhar com barro. Depois aprendeu com uma vizinha a arte de usar o forno para queimá-lo. 

Foi aprendiz e autodidata. Já adulta passou a usar areia, água e cola em sua obra. São as tintas de terra, tecnologia que retransmite às fabriquetas da Dedo de Gente.

Chegando na casa de Lira Marques

Ouvimos atentos às suas histórias

Pintura com tinta de terra

Tiago, Lira Marques e algumas de suas peças

A cada dia achávamos a cidade de Araçuaí mais bonita. Tentei tirar algumas fotos com meu celular que não fazem jus à sua beleza. 
Um por do sol em Araçuaí

As flores nascem entre a rua e a calçada

Pousada Araras: fomos tratados com o carinho que merecemos

As árvores ficam na rua

Outro por do sol em Araçuaí

Na véspera de nossa partida, Lolo caiu da cadeira e quebrou o bracinho. Fomos super bem atendidos no hospital público. Ali também se vai de jegue.

Estacionamento em frente ao hospital

Engessando o braço da nossa bebéia

Em Araçuaí está tudo interligado. Um projeto alimentando o outro. É tanta coisa pra ver, tanto pra aprender, tanto pra trocar.

Os meninos do Dedo de Gente fazem os móveis e objetos para os demais projetos. O software faz o site e o material promocional. A fabriqueta de cinema conta a história de Araçuaí e do que a galera dos projetos anda aprontando. O Sítio Maravilha fornece produtos alimentícios para o Ser Criança. O Ser Criança faz a matéria prima, ou seja, “alimenta” essas crianças para sonharem e criarem outros projetos a partir de seus sonhos. 

Foram dias lindos e inspiradores que passamos ali, rodeados de pessoas alegres, tranquilas, generosas, cheias de energia e entusiasmo. Gente sabida. Aquele jeitinho mineiro, de sorriso nos lábios e brilho nos olhos. Simpatia e simplicidade. E tanta sabedoria. Tanta inteligência. Tanta ideia, sonho, rumo, caminho, invento, criatividade. 

E assim vão, com seu jeitinho, subvertendo, revolucionando, transformando tudo e todos. Longa vida para Araçuaí e para o Arasempre!